Paletas de Cores para Modo Escuro
Como escolher cores que funcionam bem em fundo escuro mantendo a legibilidade e o apelo visual.
Ler artigoEntende o que significam 4.5:1, 7:1 e 3:1. Aprende a testar contraste e garante que o teu design é acessível para todos.
Contraste é a diferença de luminosidade entre o texto e o fundo. Simples assim. Quanto maior a diferença, mais fácil ler. O WCAG — Web Content Accessibility Guidelines — define padrões específicos para garantir que todos conseguem ler o teu design, independentemente de terem visão normal ou dificuldades de visão.
Não é apenas sobre pessoas com daltonismo. Pensa em alguém a ler o teu site ao sol intenso, num telemóvel com brilho fraco, ou a uma idade mais avançada. O contraste adequado beneficia literalmente toda a gente.
WCAG define diferentes níveis de conformidade. Cada um tem um ratio específico.
Este é o padrão mais comum. Garante que a maioria das pessoas consegue ler o teu texto. É o que a maioria dos designers persegue porque oferece um bom equilíbrio entre acessibilidade e flexibilidade de design.
Aplica-se a: Texto normal, botões, inputs
Isto é o topo. Quem escolhe 7:1 está a dizer “toda a gente vai conseguir ler isto”. É mais restritivo — as cores têm de ser bem contrastantes — mas garante que mesmo pessoas com baixa visão conseguem.
Aplica-se a: Texto crítico, documentos importantes
Se o teu texto é grande — pelo menos 18pt — podes usar 3:1. Porque? Porque texto maior é naturalmente mais fácil de ler. É por isso que podes usar cores mais suaves em títulos grandes.
Aplica-se a: Títulos, headings grandes
Não precisa de matemática complicada. Existem ferramentas que fazem isto por ti. O WebAIM Contrast Checker é a mais popular — é grátis e rápido.
Entra no site, coloca o código hexadecimal (ou RGB) da tua cor de texto, coloca o código da cor de fundo, e — boom — ele diz-te se passas em AA ou AAA. Alguns designers também usam o Chrome DevTools ou plugins como o WAVE. Recomendo testar sempre antes de enviar o design para produção.
A dica? Testa no teu telemóvel ao sol. Se consegues ler confortavelmente, provavelmente está bem.
Vamos ver alguns exemplos reais para entender melhor.
#000000 em #FFFFFF = 21:1. Isto é o máximo. Lê-se perfeitamente em qualquer situação. É por isso que jornais usam preto em branco — é óbvio.
#888888 em #1F1F1F = 5.8:1. Isto passa em AA confortavelmente. Bom para parágrafos longos em modo escuro — ler é confortável e a página não fica “muito branca”.
#AAAAAA em #FFFFFF = 2.7:1. Isto NÃO passa em AA. É muito fraco. Não recomendo para texto importante — fica demasiado apagado.
Quando começar um novo projeto, aqui está a abordagem que eu uso:
Isto demora 5 minutos extra no início, mas poupa horas de retrabalho depois. É investimento.
Estas são as ferramentas que utilizo regularmente.
A mais rápida. Coloca as cores, vê o resultado em segundos. Sem complicações, sem contas — direto ao assunto.
Abre o Inspector de Elementos, clica numa cor, e vê o contraste. Perfeito se já estás a trabalhar no browser.
Verifica o site inteiro em tempo real. Mostra problemas de contraste, estrutura, e muito mais. Ótimo para auditoria completa.
Gera paletas com contraste adequado automaticamente. Útil quando estás preso e precisa de ideias rápidas.
Usa isto para texto normal e obtém AA compliance.
Se conseguires, usa para garantir acessibilidade máxima.
Texto maior pode usar contraste mais fraco.
Usa WebAIM ou Chrome DevTools — leva segundos.
Já tens uma paleta de cores? Testa o contraste agora. Abre o WebAIM Contrast Checker e vê se o teu design passa. Demora 30 segundos e pode poupar-te de problemas de acessibilidade.
Explorar Mais ArtigosEste artigo fornece informações educacionais sobre as diretrizes WCAG de contraste. Embora os padrões 4.5:1, 7:1 e 3:1 sejam amplamente aceites na indústria, as necessidades de acessibilidade podem variar dependendo do contexto, da audiência e de requisitos específicos do projeto. Para conformidade legal completa ou requisitos regulatórios, consulta as diretrizes WCAG oficiais ou um especialista em acessibilidade digital. As ferramentas de teste mencionadas são precisas, mas nenhuma ferramenta substitui testes com utilizadores reais.